Eu estava esperando o trem quando um homem se aproximou: um homem de meia-idade, com olhos cansados e um terno amarrotado como se tivesse dormido com ele. Ele pigarreou e perguntou suavemente: "Poderia me emprestar seu telefone para ligar para minha esposa? O meu acabou de descarregar."
Algo dentro de mim hesitou. Não se entrega o telefone a um estranho em uma estação lotada. Mas havia algo desesperado, quase trêmulo, em sua voz. Então, desbloqueei o aparelho e o coloquei delicadamente em sua mão.

Ele deu alguns passos para trás e fez uma ligação rápida, sem levantar a voz, sem lágrimas, apenas com uma doçura suave e comovente. "Chego aí logo... Eu te amo", sussurrou antes de desligar. Depois, voltou, acenou com a cabeça em sinal de gratidão e me devolveu o telefone como se fosse de cristal.
"Isso significa mais do que você imagina", disse ele antes de desaparecer na multidão.
Só mais tarde, no trem, notei algo estranho. Havia uma nova mensagem nas minhas mensagens de texto: ele havia enviado uma mensagem em branco para o número dele. Um pouco estranho, mas ignorei. Talvez ele tivesse digitado algo por engano.
Duas semanas se passaram. Eu quase havia me esquecido do homem do terno amarrotado.
Então, certa noite, meu telefone vibrou.
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