"Pai, seja razoável. Ela mal sabe onde está. E depois que você for embora..."
"Ela sabe exatamente onde está, Vivien. Ela entende mais do que qualquer um de vocês imagina."
Certa tarde, Vivien me viu à porta com a bandeja de chá de Eleanor.
—E quem é este?
—A cuidadora de Eleanor— respondeu Arthur. —Ela está aqui há um mês.
—Hum. Seu olhar me examinou lentamente, como o de um gato estudando algo que poderia atacar. —Que gentil.
Algumas semanas depois, o hospital me ligou enquanto eu lia uma história para Eleanor. Pedi licença e saí para o corredor.
Minhas mãos já estavam tremendo antes mesmo de eu responder.
"Senhora, precisamos que Noah volte esta tarde para mais exames e tomografias."
"Sim", respondi rapidamente. "Sim, estaremos lá."
Depois de desligar o telefone, encostei a testa no papel de parede frio e tentei respirar.
Quando me virei, Arthur estava no final do corredor, de roupão, apoiado em sua bengala, observando-me atentamente.
"Quem te chama e faz suas mãos tremerem?", perguntou ele em voz baixa.
Então percebi que, enquanto eu observava seus filhos brigando por sua fortuna, Arthur estava me observando com muito mais atenção do que eu imaginava.
"O hospital", admiti. "Meu filho precisa de uma cirurgia cardíaca. Urgente."
"Ah." A expressão de Arthur suavizou-se. "Sinto muito." Ele colocou a mão no peito. "Meu coração também está falhando. Logo precisarei de alguém para cuidar de mim."
“Sinto muito, senhor. Se houver algo que eu possa fazer para ajudar…”
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